Grades, indiferença e requerimento engavetado

 

Desinteresse, indiferença, desprezo… tudo isso pode se traduzir no silêncio, no frio silêncio diante dos reclamos dos menos favorecidos da sociedade. Exemplo disso é o descaso da UFPE e de seus gestores diante da solicitação que fez o MRP-Arruado, movimento de defesa dos interesses dos cidadãos/contribuintes que residem no Arruado do Engenho Velho da Várzea.

Os reclamos, mais do que justos, dessa solicitação, protocolada na reitoria, se reportavam aos portões do CTG, fechados às 23h em ponto, nos dias úteis, e, durante 24 horas, nos fins de semana e nos feriados ou dias santos.

No Arruado, há funcionários do comércio lojista, pedreiros, camareiras de hotel, que não conseguem chegar antes das 23h, e sempre encontram os portões fechados. Há estudantes, que deixam seus cursinhos e faculdades mais cedo, para tentar encontrar aberta a passagem pelo CTG. Quem conhece a UFPE sabe que há um longo e deserto contorno até o portão principal, o que dá acesso pela BR-101, onde ocorrem assaltos e estupros constantes. É desumana a desatenção do CTG, com esses moradores.

Depois do ano de 2007, em que alguns moradores tiveram suas lides judiciais transitadas em julgado, com a negativa da reintegração de posse impetrada pela UFPE, numa retumbante vitória para a comunidade, parece que o descaso aumentou, posto que os serviços básicos (água e luz) começaram a falhar, dando a impressão que os gestores de baixo escalão, sem o conhecimento do reitor, faziam uma retaliação insidiosa, usando o abastecimento d’água e luz, como forma de pressionar os moradores do Engenho Velho.

Mas, a comunidade resiste e há uns 30 dias entrou com um requerimento, pedindo a ajuda do magnífico reitor Dr. Anísio Brasileiro, para solucionar esses problemas, que parecem mínimos, mas incomodam demais, no cotidiano dos lares da comunidade.

Nenhuma resposta nos foi dada. Silêncio total. Nem parece que é uma gestão progressista, voltada para as massas trabalhadoras. Um corporativismo deletério e egóico, dá como resposta o silêncio ao povo do Arruado. Ao desinteresse e ao descaso, o povo dará como resposta, a luta pelos seus direitos. E iremos a todas as instituições de defesa da cidadania e das leis, no intuito de nos fazermos ouvir. Há remédios jurídicos para a indiferença estatal. Contra o silêncio da UFPE, há o barulho dos que ainda tem esperança nos defensores públicos e nos promotores de justiça e cidadania. É preciso uma ação conjunta de todos os que assinaram o requerimento (foram 32 assinaturas) para irmos ao MPF e à DPU, defendermos os direitos dos moradores.

 

 

 

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Sobre Eurico

Escritor e poeta
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