Do 71º aniversário da UFPE

Arruado visto do casarão

Arruado, visto da varanda de Joaquim Amazonas

Me parece óbvio que uma instituição não precisa ter alma, posto que ela em si mesma não é uma coisa viva, é apenas uma abstração, uma organização que cumpre os processos da burocracia que a erige e a sustenta.

Por isso, não se comemora, nesta data, o aniversário de prédios, de salas de aula, mas das pessoas que trabalharam e trabalham numa universidade. Eu comemoro o aniversário da UFPE através da lembrança dos pedreiros, serventes, carpinas, dos operários da construção civil que ajudaram a realizar o sonho de Joaquim Amazonas, nosso mais ilustre vizinho. Era também arruadense o primeiro reitor. Comemoro a presença e a vida de alguns professores, alunos, funcionários que vivem a instituição. Não citarei nomes, mas muitos deles estão aqui nesse meu facebook e eles sabem o quanto os admiro e respeito.

Não queria um texto magoado nesta data, pois muitos dos que fazem a UFPE são nossos aliados, nossos amigos, nossos companheiros de luta. Contudo, os que não conseguem pisar no chão centenário do Engenho Velho, por indiferença ou preconceito (excluo os que que ignoram a nossa existência) não receberão meus aplausos nesta celebração. Eles são os alienados, mesmo filiados a partidos progressistas, são os abúlicos, os sem alma, os vaidosos, os que se imaginam intelectuais orgânicos ou líderes de massas, porém não caminham com os menos favorecidos. Nesta gestão há gente humilde, apesar dos títulos acadêmicos, mas que apenas compõem o staff, sem voz diante dos poderosos chefões. Todos hão de passar! Eu também… Mas defenderei até o último dia de minha vida os que trabalham e sustentam a comunidade de alunos, professores e moradores. Todos comemoramos hoje, a passagem desses 71 anos de ensino e aprendizagem. O MRP- Arruado agradece aos professores, alunos e funcionários públicos ou terceirizados que nos ombreiam na luta pela terra, pelo pão e pelo trabalho. Aliás, o amor, o trabalho e o conhecimento deveriam governar a nossa vida, disse-nos Reich.

Essa é a nossa esperança! Um dia seremos governados pelo Amor!

E viva a universidade dos humildes, dos que pisam no chão, dos que trabalham! Viva!

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Sobre Eurico

Escritor e poeta
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