OPUS ALCHYMICUM – glosa em psalmo apócripho

Capa do Eu-lírico nº 10

Breve comentário, da Dra. Nise da Silveira, em seu Jung – Vida e Obra, p. 160:

“o mundo do poeta é um mundo de imagens arquetípicas”.

E ainda, mutatis mutandis:

“essas imagens prescindem da lógica e da sintaxe comum, posto que emersas das funduras imensas do inconsciente, de onde traduzem as intuições primordiais”…

(E, por que não dizer, mitopoéticas?).

Desse modo, evidenciam-se confluências entre essa linguagem poética, hermética e obscura e a linguagem dos bizarros textos da Alquimia. É que o artista, como o alquimista, segundo Jung, exprime a alma inconsciente da humanidade, tornando acessíveis a todos, as fontes da vida.

Conclui-se que os símbolos alquímicos originam-se, como as imagens do poeta, no inconsciente coletivo; e serão sempre reencontrados no sonho e na imaginação de todas as épocas. Surge, então, a Poesia, sob o fulgor dessa revelação interior, quase filosofal, alquímica e numinosa. Há na alma do poeta, uma protopoesia, fruta inextinguível das experiência dos homens, que ora se apresenta de maneira irrealista, onírica e abstrata.

(Glosa do poeta Carlos Pequeno do Espírito Santo, ao poema CÁLIX (psalmo apócrifo nº II) em edição impressa do zine Eu-lírico, nº 10, de jul/1995.

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Sobre Eurico

Escritor e poeta
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